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Carta sobre Estratégia V


Por Joel Spolsky
Traduzido por Daniel Parente
Editado por Sérgio Nunes
12 de Junho de 2002

Durante os meus tempos de Universidade, frequentei dois cursos de introdução à economia: Macroeconomia e Microeconomia. O curso de macro estava repleto de teorias do tipo “baixo desemprego causa inflação”, que nem sempre eram compatíveis com a realidade. Mas micro era simultaneamente interessante e útil. Estudávamos vários conceitos sobre as relações entre a oferta e a procura que realmente funcionavam. Por exemplo, se um nosso concorrente decide baixar os preços, a procura do nosso produto irá diminuir a não ser que igualemos os preços dele.

No episódio de hoje, vou mostrar como, usando um desses conceitos, é possível explicar muito sobre o perfil de algumas conhecidas empresas de informática. Ao longo do tempo reparei em algo muito interessante acerca das aplicações em código aberto: muitas das empresas que estão a gastar rios de dinheiro para desenvolver aplicações em código aberto estão a fazê-lo porque acreditam que é uma boa estratégia de negócio para eles, não porque tenham repentinamente deixado de acreditar no capitalismo e se apaixonado profundamente pela “liberdade de expressão” .

Cada produto existente no mercado tem substitutos e complementos. Um substituo é um produto que pode ser comprado se o primeiro produto é demasiado caro. O frango é um substituto do bife. Por exemplo, se você for um criador de frangos, no caso do preço do bife subir, venderá muito mais porque as pessoas irão procurar mais frango.

Um complemento é um produto que geralmente pode ser comprado  juntamente com outro. Carros e gasolina são produtos complementares. Equipamento de computador é um complemento clássico dos sistemas operativos, e uma “babysitter” é um complemento dos jantares em bons restaurantes. Numa pequena cidade, quando o restaurante local de 5 estrelas fizer uma promoção “dois por um” no Dia dos Namorados, as “babysitters” locais irão duplicar as tarifas. (Na realidade, as raparigas de 9 anos irão ser atiradas precocemente para o mercado).

Se tudo o resto se mantiver, a procura de um determinado produto irá subir sempre que os preços dos seus complemento descerem.

Deixem-me repetir isto porque podem ter “adormecido” e esta é particularmente importante. A procura de um produto aumenta quando os preços dos seus complementos descem. Por exemplo, se um voo para Miami baixar, a procura de quartos de hotel em Miami irá aumentar – porque mais pessoas estão a viajar para Miami e precisam de um quarto. Quando o preço dos computadores baixa, mais gente os compra, e todos eles vão necessitar de sistemas operativos, por isso a procura de sistemas operativos aumenta, o que por sua vez significa que o preço dos sistemas operativos pode subir.

Nesta altura é normal as pessoas tentarem confundir as coisas dizendo, “aha! Mas o Linux é grátis!”. Está bem. Antes de tudo, quando um economista considera o preço, considera o preço total, incluindo alguns aspectos intangíveis como o tempo necessário para instalar, reeducar toda a gente, e converter os processos existentes. Todas aquelas coisas a que gostamos de chamar Custo Total de Propriedade (do inglês “Total Cost of Ownership” ou TCO).

Em segundo lugar, ao utilizar o argumento do “gratuito”, estes defensores tentam fazer crer que não estão condicionados às leis da economia porque possuem um bonito ZERO, pelo qual podem multiplicar tudo. Aqui está um exemplo. Quando o Slashdot perguntou ao programador Moshe Bare, se os futuros núcleos (“kernel”) do Linux iriam ser compatíveis com os actuais controladores de dispositivos, ele afirmou que não teriam de ser necessário. “O custo de depuração de aplicações proprietárias varia entre os 50 e 200 Dólares por linha de código. Tal custo não existe para as aplicações de Código Aberto.”. Moshe afirma que é perfeitamente aceitável que em todas as revisões do núcleo do Linux se tornem todos os controladores existentes obsoletos, porque não existe qualquer custo em rescreve-los. Isto é completamente errado. Basicamente, o que ele está a tentar fazer crer é que gastando pouco tempo de programação em tornar o núcleo compatível com versões anteriores dos controladores é equivalente a gastar enormes quantidades de tempo de programação a rescrever todos os controladores existentes, porque qualquer um dos números é multiplicado pelo seu “custo”, que ele acredita ser zero. Isto é uma falácia. As milhares ou milhões de horas de programação necessárias para verificar cada controlador existente acabarão, mais tarde ou mais cedo, por ser pagas – em valor ou em espécie. E até que isso seja feito, o Linux fica, mais uma vez, numa posição debilitada porque não existir suporte adequado para o hardware existente. Não seria melhor utilizar todo esse esforço de “custo zero” para melhorar o Gnome? Ou para suportar novo hardware?

Código depurado NÃO é gratuito, seja ele proprietário ou aberto. Mesmo que não se pague dinheiro por ele, há um custo de oportunidade e um custo de tempo. Existe um número finito de voluntários com o talento de programação necessário para projectos em regime de código aberto, e cada projecto compete pelo mesmo número limitado de recursos de programação, apenas os projectos mais interessantes têm mais voluntários do que o necessário. Em resumo, não fico muito impressionado por pessoas que tentam provar estranhos conceitos económicos acerca de aplicações gratuitas, porque, do meu ponto de vista, eles estão apenas a conseguir gerar erros de divisão por zero.

Eazel closed.O código aberto não está acima das leis da gravidade ou das leis da economia. Assistimos a isto com a Eazel, a ArsDigita, a Companhia anteriormente conhecida como VA Linux, e mais uma variedade de casos. Mas há algo a acontecer, que poucas pessoas, no mundo do código aberto, compreendem realmente: várias grandes empresas públicas, com responsabilidades em maximizar os lucros perante os accionistas, estão a investir fortemente no suporte de projectos de código aberto, geralmente pagando a grandes equipas de programadores para trabalharem neles. É isto que o princípio dos complementos explica.

Uma vez mais: a procura de um produto aumenta quando o preço dos seus complementos diminui. Em geral, o interesse estratégico de uma empresa será o de baixar, o máximo possível, o preço dos complementos dos seus produtos. O preço teórico mínimo suportável seria o “preço cómodo” [N.T.: traduzido do inglês “commodity price”. “Commodity” é um bem ou serviço considerado básico, algo que as pessoas encaram como um dado adquirido. Por exemplo: água ou electricidade.] – o preço que aumenta quando existe um grande número de concorrentes a oferecer produtos indistinguíveis uns dos outros. Assim:

Empresas inteligentes procuram os “preços cómodos” dos complementos dos seus produtos.

Atingindo este objectivo, a procura dos seus produtos irá aumentar e poderá cobrar mais e ganhar mais.

Quando a IBM desenhou a arquitectura do PC, utilizou componentes acessíveis em vez de proprietários e documentaram cuidadosamente os interfaces entre todos eles no (revolucionário) Manual de Referência Técnica do IBM-PC. Porquê? Para que outros fabricantes pudessem participar na festa. Desde que use o interface, pode ser utilizado nos PCs. A IBM tinha por objectivo tornar cómodos os preços dos periféricos, que são um complemento ao mercado dos PCs, o que conseguiram com considerável sucesso. Num curto espaço de tempo ziliões de empresas apareceram com ofertas de placas de memória, discos duros, placas gráficas, impressoras, etc Periféricos baratos significaram maior procura de PCs.

Quando a IBM licenciou o sistema operativo PC-DOS da Microsoft, esta teve muito cuidado em não vender uma licença de exclusividade. Isto permitiu à Microsoft licenciar a mesma coisa à Compaq e centenas de outras OEMs que tinham legalmente clonado o IBM PC usando a própria documentação da IBM. A Microsoft tinha por objectivo tornar o mercado dos PCs uma comodidade. Muito rapidamente o próprio PC não passaria de uma comodidade, com os preços em queda livre, a potência a crescer, e margens tão agressivas que tornam muito difícil obter qualquer tipo de lucro. Claro que preços baixos impulsionam a procura. Procura elevada de PC implicava uma igual procura do seu complemento, MS-DOS. Com todo o resto igual, quanto maior a procura de um produto, maiores os lucros resultantes. E é por este motivo que Bill Gates pode comprar a Suécia e você não.

Este ano a Microsoft está a tentar fazê-lo de novo: a nova consola de jogos Xbox utiliza componentes genéricos de PC em vez de peças configuradas e proprietárias. A teoria (explicada neste livro) era a seguinte: o hardware genérico fica mais barato de ano para ano, assim a XBox poderia empurrar os preços para baixo. Infelizmente, parece que o tiro lhe saiu pela culatra: aparentemente os preços do hardware de PC já foram demasiado espremidos, o que conduziu a que os preços de fabricação da Xbox não descessem tão rápido quanto a Microsoft desejaria. A outra parte da estratégia Xbox da Microsoft era a de utilizar o DirectX, uma biblioteca gráfica que pode ser utilizada para escrever código executável em todo o tipo de chips de vídeo. Neste caso, o objectivo é transformar os chips de vídeo numa comodidade, para assim diminuir o seu preço, para que mais jogos possam ser vendidos, que é onde o verdadeiro lucro está. Então porque não estão, os fabricantes de chips gráficos, a tentar transformar o mercado de jogos numa comodidade? Porque é muito mais difícil. Se o jogo Halo está a vender-se de forma vertiginosa é porque não tem realmente nenhum substituto. Ninguém vai ao cinema para ver a Guerra das Estrelas: O Ataque dos Clones e decidir que ficaria satisfeito se visse o último filme de Woody Allen. Podem ambos ser grandes filmes, mas não são um perfeito substituto um do outro. Agora: preferiria ser um editor de jogos ou um fabricante de chips?

Transforme os seus complementos numa comodidade.

Compreender esta estratégia é um grande, grande passo na explicação da razão que leva empresas de cariz comercial a realizarem contribuições tão importantes para o mundo do código livre. Vejamos algumas.

Cabeçalho: IBM Gasta Milhões para Desenvolver Aplicações de Código Aberto.

Mito: Estão a fazer isto porque Lou Gerstner leu o manifesto GNU e decidiu que não gostava realmente do capitalismo.

Realidade: Estão a fazer isto porque a IBM está a transformar-se numa empresa de consultoria em Tecnologias da Informação. A consultoria é um complemento das aplicações empresariais. Desta forma a IBM necessita de transformar numa comodidade as aplicações empresariais, e a melhor forma de o conseguir é através do apoio ao código livre. Lou e a sua divisão de consultoria estão a ganhar muito com esta estratégia.

Cabeçalho: A Netscape Abriu o Código Fonte do seu Navegador Web.

Mito: Fazem isto porque pretendem receber contribuições de código de pessoas que se encontram em cybercafés da Nova Zelândia.

Realidade: Fazem-no porque querem transformar o navegador web numa comodidade.

Esta têm sido a estratégia da Netscape desde o primeiro dia. Faça uma visita ao primeiro press-release da Netscape: o navegador é “freeware”. A Netscape ofereceu gratuitamente o navegador para poder ganhar mais dinheiro nos servidores. Navegadores e Servidores Web são complementos clássicos. Quanto mais barato for o navegador, mais servidores serão vendidos. Isto nunca foi tão verdadeiro como em Outubro de 1994. (A Netscape foi realmente surpreendida quando a MCI lhes entrou pela porta adentro e lhes deixou tanto dinheiro sobre a secretária que perceberam que até poderiam ganhar dinheiro com o navegador. Isto não era necessário de acordo com o plano de negócio.)

Quando a Netscape disponibilizou o Mozilla como código livre, foi porque viram uma oportunidade para baixar o custo de desenvolvimento do navegador. Para que pudessem ter os benefícios da comodidade a um custo mais baixo.

Mais tarde a AOL/Time Warner comprou a Netscape. As aplicações de servidor, que deveriam supostamente ser as beneficiárias dos navegadores como comodidade, não estavam a conseguir resultados comerciais muito bons, foram postas de parte. Agora: Porque iria a AOL/Time Warner continuar a investir em código livre?

A AOL/Time Warner é uma empresa de entretenimento. Este tipo de companhias são o complemento das plataformas de distribuição de conteúdos de todo o tipo, incluindo navegadores web. O interesse estratégico deste gigantesco conglomerado é o de fazer distribuição de conteúdos – navegadores web - uma comodidade pelo qual ninguém pode cobrar.

O meu argumento fica um pouco debilitado pelo facto do Internet Explorer ser gratuito. A Microsoft também queria transformar os navegadores web numa comodidade, para que pudessem vender mais sistemas operativos para ambientes servidor e pessoais. Foram um passo mais longe e distribuíram um conjunto de componentes com os quais qualquer um podia criar um navegador web. A NeoPlanet, AOL e Juno utilizaram estes componentes para construírem a sua própria ferramenta de navegação web. Tendo em conta que o IE é grátis, qual é o incentivo para a Netscape em fazer o seu navegador ainda mais barato? É uma jogada de bloqueio, eles precisam impedir que a Microsoft obtenha o monopólio completo do mercado de navegadores web, até com navegadores web grátis, porque isso poderia, em teoria, dar à Microsoft a oportunidade de aumentar o custo de navegar na Web por vias indirectas-- tal como aumentando o preço do Windows.

(Os meus argumentos ficam ainda mais enfraquecidos pelo facto de ser muito claro que a Netscape, nos tempos de Barksdale, não sabia exactamente o que fazia. Uma explicação mais lógica para as acções da Netscape poderia ser a de que a alta direcção, daqueles tempos, era tecnologicamente inepta, e que não teriam outra alternava senão a de seguir em frente com qualquer esquema que os programadores encontrassem. Estes últimos, eram hackers e não economistas e só por acaso encontraram o esquema que foi ao encontro da sua estratégia. Mas vamos dar-lhes o benefício da dúvida.)

Cabeçalho: A Transmeta Contrata Linus para Programar o Linux.

Mito: Fizeram-no só para obter publicidade. Ter-se-ia ouvido falar da Transmeta de outra forma?

Realidade: A Transmeta é uma companhia que fabrica processadores. O complemento natural de um CPU é o sistema operativo. A Transmeta pretende que os sistemas operativos se transformem numa comodidade.

Cabeçalho: A Sun e a HP Pagaram à Ximian para Programar o Gnome.

Mito: A Sun e a HP estão a suportar as aplicações grátis porque gostam de bazares, não de catedrais.

Realidade: A Sun e a HP são companhias de hardware. Produzem caixas. Para conseguirem fazer dinheiro, no segmento de computadores pessoais, precisam que os interfaces gráficos se tornem comodidades. Porque não utilizam o dinheiro que estão a gastar para desenvolver um gestor de janelas proprietário? Eles já tentaram esta opção (A Sun teve o NeWS e a HP o New Wave), mas estas são na sua essência companhias de hardware com capacidades de desenvolvimento muito rudimentares, e precisam que os sistemas de gestão de janelas sejam uma comodidade barata, não um valor acrescentado proprietário pelo qual têm que pagar. Assim, contrataram o simpático pessoal da Ximian para fazer isto pela mesma razão que a Sun comprou a StarOffice e libertou o código: transformar as aplicações numa comodidade e cobrar mais caro o hardware.

Cabeçalho: Sun Desenvolve Linguagem Java; Novo Sistema de “Bytecode” Significa Escrever Uma Vez, Executar em Qualquer Lugar.

A ideia do bytecode não é nova – programadores tentaram, desde sempre, executar o seu código no maior número de máquinas possível. (É desta forma que transformam numa comodidade o seu complemento). Durante anos a Microsoft teve o seu próprio compilador de “p-code” e uma camada de gestão de janelas portável que permite que o Excel corra em Mac, Windows e OS/2, e em processadores da Motorola, Intel, Alpha, Mips e PowerPC. O Quark tem uma camada que executa código do Macintosh em sistemas Windows. A linguagem de programação C é melhor descrita como sendo uma linguagem de implementação independente do hardware. Não é uma ideia nova para os programadores de aplicações.

A possibilidade de executar uma aplicação em qualquer sistema torna o hardware numa comodidade. À medida que os preços do hardware descem, o mercado expande-se, aumentando a necessidade de mais programas (deixando os clientes com dinheiro extra para gastar em aplicações que podem ser mais caras.)

O entusiasmo da Sun pelo conceito WORA (Write Once Run Anywhere – Escrever Uma, Vez Executar em Qualquer Lugar) é, hmm, estranho, porque a Sun é um fabricante de hardware. Transformar o hardware numa comodidade é a última coisa que eles querem.

Oooooooooooooooooooooops!

A Sun é um lobo à solta na indústria dos computadores. Incapaz de ver mais longe do que o seu medo raivoso e inimizade em relação à Microsoft, tem ignorado o seu interesse próprio e baseado as suas estratégias no rancor. As duas estratégias da Sun são (a) transformar o software numa comodidade promovendo e desenvolvendo programas gratuitos (StarOffice, Linux, Apache, Gnome, etc), e (b) transformar o hardware numa comodidade promovendo o Java, com a sua arquitectura de bytecode e WORA. OK, Sun, uma pergunta: quando a música acabar, onde te irás sentar? Sem as vantagens do hardware e software proprietários, será necessário utilizar o preço de comodidade, que mal cobre os custos de produção em fábricas de Guadalajara, muito menos os confortáveis escritórios de Silicon Valley.

“Mas Joel!” diz Jared. “A Sun está a tentar tornar numa comodidade o sistema operativo, tal como a Transmeta, e não o hardware.” Talvez, mas o facto do código Java também transformar o hardware numa comodidade é um dano colateral significativo.

Um facto importante que notarão destes exemplos é o quão fácil é para o software transformar o hardware numa comodidade (Basta escrever uma pequena camada de abstracção sobre o hardware, tal como o HAL do Windows NT, que é uma pequena peça de código), mas é incrivelmente difícil para o hardware tornar as aplicações numa comodidade. As aplicações não são facilmente substituíveis, tal como a equipa de marketing do StarOffice está a aprender. Mesmo que o preço seja zero, o custo de substituir o Microsoft Office é “não zero”. Enquanto este custo de substituição não for zero, as aplicações pessoais nunca serão verdadeiramente uma comodidade. E até as mais pequenas diferenças podem transformar uma substituição entre duas aplicações pessoais num grande problema. Apesar do Mozilla ter todas as funcionalidades que eu quero e gostaria de ter, nem que fosse apenas para evitar as incómodas janelas de publicidade, estou demasiado habituado a pulsar Alt+D para ir directamente para a barra de endereços. Processem-me. Uma minúscula diferença e perde-se o estatuto de se ser uma comodidade. Mas eu mesmo já retirei discos duros de um computador IBM para os enfiar num da Dell e o sistema arrancou perfeitamente sem qualquer tipo de problema como se ainda estivesse dentro do computador antigo.

Amos Michelson, CEO da Creo, disse-me que todos os empregados da sua empresa eram obrigados a tirar um curso naquilo que ele designa por “pensamento económico”. Uma ideia genial. Até os mais simples conceitos de microeconomia básica ajudam a perceber muitas das mudanças fundamentais que ocorrem nos dias de hoje.



Este articúlo apareceu originalmente em inglês com o nome Strategy Letter V  

O Joel Spolsky é o fundador de Fog Creek Software, uma pequena companhia de software em Nova Iorque. Licenciou-se na universidade de Yale, e tem trabalhado como programado e director na Microsoft, Viacom e Juno.


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